Brasileiros não-descendentes podem morar no Japão?

Você pensou na possibilidade de morar no Japão, mas então ouviu alguém dizer que apenas descendentes de japoneses podem viver lá? E mais, todo mundo que você encontra que já morou no Japão, de fato é apenas descendente ou casado com um?

Essa impressão é muito comum, afinal, entre o final dos anos 80 e o começo dos anos 90, houve um boom de imigrantes brasileiros ao Japão, sendo que todos eles eram ou descendentes, ou casados com um descendente.

Isto aconteceu porque, na época, o Japão precisava de mais mão-de-obra, principalmente em fábricas de auto-peças e na construção civil, e por isso foi estabelecida uma lei que permite que os descendentes de japoneses até terceira geração tirem um visto de trabalho, que pode ser renovado de forma indefinida, permitindo viver legalmente no Japão independentemente do tipo de trabalho que esteja desempenhando.

Afinal, para migrar para o Japão é preciso obrigatoriamente ser descedente ou se casar com um?

É claro que não! O Japão é um país aberto, como praticamente todos os outros países industrializados.

Mais de 2 milhões de estrangeiros vivem legalmente no Japão!

Brasileiros podem sim viver no Japão!

Como morar no Japão sem ser descendente?

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias)
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado)
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes)
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês)

Acontece que você não pode simplesmente tirar o visto de trabalho, embarcar para o Japão e então procurar um emprego. Para conseguir tirar este visto, é necessário que o emprego em terras japonesas já esteja garantido.

A empresa que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país.

Exemplo 1: Uma empresa multinacional japonesa com filial no Brasil deseja contratar um funcionário brasileiro para trabalhar na matriz, que fica no Japão. A empresa cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, que lhe dará condições de tirar o visto de trabalho.

Exemplo 2: Uma empresa japonesa está em busca de um administrador ou de engenheiro. Você faz contato e a empresa conclui que você é a melhor opção de contratação, pois você tem uma capacidade extraordinária de trabalho. A empresa cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, que lhe dará condições de tirar o visto de trabalho e então embarcar para o Japão.

Como conseguir um trabalho no Japão

Para conseguir um emprego no Japão, é necessário que haja qualificação. Não tem como escapar disso, uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Esteja disposto a tornar-se um profissional de alto calibre e insubstituível. Dedique-se também a aprender a língua japonesa e também o inglês.

Comece a sondar as empresas japonesas de sua área de atuação, e que você teria interesse em trabalhar. Visite seus websites, veja quando elas abrem inscrições para processo seletivo e faça uma lista destas empresas. Pesquise quais conhecimentos você ainda precisa buscar e comece a fazer contatos o quanto antes.

Busque também conhecer outros estrangeiros (sejam brasileiros ou não) que trabalham nestas condições (sem ser descendente) e busque entender como eles fizeram. O sucesso deixa pistas e você pode coletá-las!

Primeiro estudar, depois trabalhar

Fazer um intercâmbio e/ou pós-graduação também pode lhe ajudar a ficar no Japão, pois durante o período de estudos, é comum criar-se uma rede de contatos, que tendem a facilitar a entrada em uma grande empresa do país.

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Você pode conferir neste link uma lista de áreas que se qualificam para a emissão do Certificado de Elegibilidade e que consequentemente lhe permitem buscar oportunidades de trabalho para viver no Japão.

A lei de imigração é injusta?

Esta discussão não vem ao caso, pois não podemos fazer nada a respeito. Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso, mas lembre-se que eles originalmente seriam japoneses caso seus antepassados não tivessem tido que ir embora do Japão há mais de um século atrás.

Este tipo de coisa é muito comum em países onde houve emigração em massa. Só para exemplificar, descendentes de italianos podem requerer a cidadania italiana. É o que é!

Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano precisa passar. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos.

Entrevista

Confira esta entrevista que fizemos com um brasileiro não-descendente que mora e trabalha no Japão. Ele estudou, aprendeu japonês, se formou em economia, foi fazer um mestrado no Japão, voltou ao Brasil e foi trabalhar em uma multinacional japonesa, e então foi ao Japão em busca de uma empresa que o contratasse.

Conclusão

Sim, é possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal.

Desta forma, quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Se é isto que você quer, vá em frente! Você pode e irá conseguir, basta tentar e insistir :)

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