Partículas do Japonês – Como aprendê-las de forma mais fácil

Eu acredito que a principal função de um professor de línguas (e claro, de japonês!) não é necessariamente ensinar a língua propriamente dita, mas também conduzir o aluno no processo de aprendizagem, apresentando as melhores atividades que ele deve fazer para aprender. Por isso, neste artigo falaremos sobre as partículas do japonês e como aprendê-las de modo mais eficiente. Você também pode assistir ao vídeo acima com este mesmo conteúdo!

A grande maioria dos cursos de japonês tratam as partículas de forma muito técnica. Isto acaba resultando em alguns problemas, como frases muito artificiais criadas pelos alunos ou até mesmo erradas.

Vamos abordar uma forma mais natural de aprendê-las, sem tanta teoria, seguindo os mesmos passos que os japoneses nativos seguem quando estão ainda em fase de desenvolvimento da linguagem.

O que são as partículas?

Caso não conheça, as partículas são aquelas letrinhas que aparecem depois de palavras dentro de uma frase, e que indicam o que aquela palavra está fazendo dentro da frase, ou então qual a relação entre a palavra e o verbo da sentença.

Baseado nisso, existem partículas que mostram:

  • Quem realiza a ação
  • O objetivo do verbo
  • O local onde ocorre a ação
  • Sobre quem estamos falando
  • O ponto de partida e de chegada de algo

Além de outros casos…

Como aprendê-las

Muitas pessoas possuem dificuldade com as partículas do japonês pelo fato de não existir algo parecido em português. É uma característica única do japonês, envolve reaprender a pensar, pensar direto em japonês!

Uma maneira mais eficiente de aprender as partículas é não focar tanto nas explicações individuais das partículas, e sim estudar sempre através de sentenças e focar em entender a sentença.

Quando você está vendo uma sentença, você não precisa lembrar da explicação da partícula, você precisa apenas entender a sentença. Desta forma, você automaticamente acaba absorvendo as partículas do japonês.

É muito comum estudantes iniciantes estudarem uma lista de partículas e, logo após, tentar criar sentenças utilizando essas sentenças.  O problema disso é que a explicação que normalmente os materiais trazem para a partícula, não se aplicam a 100% dos casos, desta forma, ao raciocinar em português e colocar a partícula com base na explicação, a sentença acaba ficando errada do ponto de vista do japonês.

Agora, se você fizer o contrário, focando nas sentenças que já estão em japonês, através da leitura de conteúdo nativo, ao tentar falar suas próprias sentenças, você acabará lembrando do modelo das sentenças que você já leu e assim, as chances de utilizar a partícula correta são muito maiores.

Como os japoneses aprendem?

Outra dica é pensar como os próprios japoneses aprendem as partículas. Imagina uma criança japonesa que está aprendendo a falar. Certamente ela não aprende através de um professor ou os pais explicando o significado das partículas de forma técnica. Tudo o que ela faz é escutar as sentenças e repetir, trocando uma ou outra palavra de acordo com a situação. Assim, a partícula acaba sendo absorvida de forma automática.

A recomendação é que você faça da mesma forma. Foque em ler e escutar sentenças em japonês, buscar entender e aprender as palavras, e a partir daí quando você ler a explicação da partícula, tudo acabará fazendo mais sentido para você.

Lembre-se: Você sempre aprenderá fazendo o caminho do japonês para o português, e não o contrário!

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